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Tatuagens e Meditação: Atenção plena para gerir a ansiedade

Homem deitado com olhos fechados a fazer tatuagem de mandala no braço por tatuador com luvas pretas.

Terminei há pouco a minha segunda tatuagem, com um intervalo de dez anos entre uma e outra. Não me considero viciado, mas esta segunda ficou, sem dúvida, bem maior do que a primeira.

Hoje em dia, muito por influência do UFC, de atletas de Cross-fit e, claro, dos hipsters de ar bem-apessoado, as tatuagens estão cada vez mais normalizadas - tanto em homens como em mulheres. E convém não esquecer o impacto e a popularidade do site Suicide Girls.

Talvez estejas a pensar que lugar tem um texto sobre tatuagens num site de Bem-estar

É uma dúvida legítima. Eu gosto mesmo de tatuagens e, além disso, que melhor forma de celebrar um corpo definido e saudável do que o “vestir” com imagens que te inspiram ou que te recordam o caminho que já fizeste?

Se ainda não tens nenhuma tatuagem e estás a tentar imaginar a sensação, para mim é muito semelhante àquela energia nervosa - e à ansiedade - que costumava sentir antes de qualquer competição desportiva: as borboletas persistentes na barriga, uma mistura de entusiasmo com algum receio. É mais ou menos isso.

Então, para responder à questão sobre Tatuagens e Meditação…

Fala-se muito, por estes dias, dos benefícios da meditação: controlar a respiração e a consciência para manter o foco e reduzir a ansiedade. A meditação, que tem vindo a transformar-se no termo da moda “atenção plena”, convida-nos a centrar a atenção no momento presente, em vez de ficar preso a ansiedades do passado ou do futuro.

Por isso, antes de ir para a minha segunda sessão - e ainda com a memória da dor da primeira tatuagem bem viva - resolvi experimentar alguns destes princípios. Lembro-me perfeitamente da intensidade do que senti na primeira: os sombreados foram brutais. Para conter a ansiedade que estava a antecipar para a tatuagem seguinte, aquela que vês acima, fiz o seguinte: em vez de me pôr a reviver aquele cenário doloroso, pus música (Bonobo - ajuda-me a relaxar) e pratiquei as saudações ao sol (Surya Namaskara). Trata-se de uma sequência de movimentos a que se chama asanas. Esta sequência, em particular, promove flexibilidade, relaxamento e tem um efeito calmante na mente. Resultou? Bem, posso dizer que estar concentrado em onde devia colocar o pé direito ou o pé esquerdo, durante os asanas, foi uma distracção muito bem-vinda.

Continuou a doer fazer uma tatuagem? Sem dúvida. E regular a respiração ajudou-me a lidar com essa dor? Claramente. É uma competência como qualquer outra: exige prática, experiência e autoconsciência. Passei anos a trabalhar diferentes técnicas de respiração - kung fu, shiatsu, tai chi e agora yoga. A meditação, ou a atenção plena, pode não ser para toda a gente, mas o trabalho de respiração é, para mim, uma peça essencial do meu bem-estar.

“A mente sobre a matéria” pode ser uma expressão gasta, mas tem o seu fundo de verdade.

Estás a pensar fazer uma tatuagem (ou mais uma!)? Aqui ficam algumas dicas:

  • Faz o teu trabalho de casa: tanto sobre o tatuador como sobre o teu desenho.
  • Não tenhas demasiada pressa; os melhores artistas podem demorar meses a conseguir uma marcação e acredita - vale a pena esperar. Além disso, quando está feita, fica para a vida.
  • Dá tempo à tatuagem para cicatrizar; conta que vais precisar de evitar exercício durante um par de dias, até a pior fase das crostas passar.
  • Mantém-te bem hidratado: a exigência constante sobre os rins e as glândulas suprarrenais desidrata-te mais do que possas imaginar.
  • GARANTE QUE A TUA TATUAGEM É PARA O TEU BENEFÍCIO!

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